Seguradora quer aumentar o número de mulheres na área de tecnologia

Seguradora quer aumentar o número de mulheres na área de tecnologia

Foi-se o tempo em que mulheres não atuavam em determinadas áreas, como tecnologia, por exemplo. Percebe-se, especificamente neste setor, um pequeno avanço no que diz respeito à representatividade do gênero feminino. Levantamento da Catho mostra que nos primeiros meses de 2022 houve um aumento de 2,1 pontos percentuais no número de mulheres ocupando cargos de tecnologia em comparação a 2021 hoje são 23%.

É um pequeno avanço, mas é inegável uma mudança no cenário. “Percebemos uma evolução recente no mercado, mas há anos estamos atentos à questão da diversidade, tanto que buscamos alimentar a pluralidade nas nossas áreas”, comenta Carlos Toledo, Diretor Executivo de Pessoas & Cultura da Seguradora Zurich, que atualmente tem 21% dos cargos de TI da companhia ocupados por mulheres.

“Sempre que as vagas são abertas, temos um olhar para a realidade do setor e alinhamos com o seu gestor a necessidade de uma atenção específica para algum recorte, seja de gênero, raça ou etnia”.

Ele conta que a companhia possui um conselho de Diversidade, Equidade & Inclusão (DE&I) destinado à promoção de um ambiente inclusivo, razão pela qual busca criar um clima propício para oferecer oportunidades de desenvolvimento profissional aos 1.500 colaboradores da empresa.

Com relação especificamente à tecnologia, Carlos explica que esse segmento está diretamente relacionado a um dos três pilares estratégicos de sustentabilidade da Zurich: o da Confiança na Sociedade Digital, em que a seguradora apoia as inovações em uma crescente sociedade digital.

Os outros pilares são Mudanças Climáticas, para mitigar e prevenir os riscos causados por eventos do clima, e a Sustentabilidade no Trabalho, a qual acompanha o “futuro do trabalho” e que, por isso, acaba por estar diretamente relacionado ao fortalecimento da diversidade e da inclusão no ambiente profissional.

Atrelado a tais políticas, a Zurich mantém parceria com a SoulCode Academy, uma edtech brasileira que tem como propósito a educação tecnológica, inclusão digital, impacto social, diversidade e empregabilidade. “Todos estes pontos estão plenamente alinhados à nossa cultura, pois levamos muito a sério a questão da equidade de gênero, tanto analisando oportunidades entre homens e mulheres, quanto com o contexto de gênero nos recortes de orientação sexual, étnico-racial, transgeneridade, entre outros, com ações e reconhecimentos em nível local e global”, diz Carlos.

A Zurich quer mais profissionais do gênero feminino atuando em tecnologia em seu quadro de colaboradores. Atualmente, 21% deles na área de tecnologia são do gênero feminino, sendo que nos cargos de liderança de TI da companhia, 17% são mulheres a começar por Zilea Barrilari, CIO da Seguradora Zurich, e Nicole Seroa da Mota, Gerente Executiva de Tecnologia da empresa.

Diz Zilea: “A participação da Zurich nessa parceria com a SoulCode Academy é com abertura para a empregabilidade, abrindo portas para profissionais em início de carreira ou em transição para a Tecnologia da Informação”. Para ela, é preciso investir mais em educação e desmistificar que carreiras técnicas exijam pessoas diferenciadas em termos de formação e conhecimento. Ela alerta: “Em TI, temos carreiras de todos os tipos, como em qualquer outra indústria. Cada vez mais precisamos de perfis diversos para trazer os melhores resultados. Isso precisa ser mais divulgado para atrair talentos e superarmos a crise atual de falta de profissionais, pois vivemos um apagão de talentos, com vagas que chegam a 800 mil postos no país”.

Na opinião de Nicole Seroa da Motta, falta incentivo às meninas, ainda no ensino médio, a se envolverem nas áreas de tecnologia e programação. “É preciso reforçar a ideia de que esta não é uma área somente de meninos. A área de tecnologia é muito ampla e tem foco em vários segmentos”, pontua. Mulheres à frente da área tecnologia da Zurich Zilea Barrilari conta que quando começou a trabalhar na área de tecnologia havia pouquíssimas representantes do gênero feminino na área. “Não era um setor que atraía muito as mulheres; creio que por conta do estigma de que matemática e lógica não nos atraía”, avalia.

Já Nicole Seroa da Motta, que atua em desenvolvimento de Software na área de Claims da companhia e veio de uma carreira técnica, lembra que na faculdade havia também um número reduzido de mulheres e o mesmo acontecia quando entrou na Zurich.

Nicole revela que não teve dificuldades para entrar no mercado de trabalho logo depois de ter se formado porque havia muitas oportunidades para a área de desenvolvimento de software. Por outro lado, ela diz que na hora de buscar cargos de liderança achava que deveria ter uma postura mais masculina, já que os gestores eram homens. “Com o passar do tempo, entendi que as minhas características femininas eram um diferencial na minha gestão e eu poderia me tornar uma pessoa mais empática. A própria maternidade me trouxe um entendimento maior do outro e de suas questões pessoais”, pondera.

Para ela, liderar uma equipe de tecnologia é muito motivador. “É preciso ser uma facilitadora para que o time consiga evoluir em novas plataformas tecnológicas ou em mudanças de processos”. Por fim, Zilea fala do desafio de liderar uma equipe de tecnologia na indústria de seguros: “É preciso ter habilidades técnicas, conhecimento do negócio, que é bastante específico. Mas acima de tudo, como em qualquer liderança, precisamos entender de pessoas, de como engajá-las em um propósito que as leve a desenvolver seu potencial ao máximo”.  


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